Hoje foi um dia onde eu esperei
por uma resposta de Deus. Mas eu esperei pela resposta que EU desejava ouvir, e
não a dele. Por isso meu coração se frustrou e dentro de mim vários
questionamentos começaram a ser feitos, inclusive sobre o caráter de Deus.
Eu estou há quase 3 meses sem
conseguir um estágio. Tenho deixado currículo de porta em porta, e, ao mesmo
tempo, tenho orado pedindo a benção de Deus e especificando o tipo de estágio
que eu quero, assim como eu fiz da penúltima vez que estagiei e Ele abençoou
com o que eu pedi e fez muito além.
Por causa da minha boa
experiência no penúltimo estágio, eu sei que tenho um currículo bom, e não é
falta de humildade falar isso, pois eu me esforcei muito para conseguir, me
planejei justamente para me sobressair. Tenho um conhecimento avançado sobre
processo que as pessoas da minha fase geralmente não tem, e isso é um fator
positivo que se destaca nas minhas entrevistas.
Fato é que as entregas de
currículo não estavam resultando em nada, até que eu cheguei e bati na porta de
um escritório de advocacia e o advogado me disse: ''Foi Deus quem te enviou
aqui!'' e aquilo para mim, na hora, pareceu como uma confirmação do que eu
havia pedindo a Deus.
Pois bem. Fiz a entrevista, e no
outro dia ele pediu pra eu retornar pois a esposa dele (também advogada) queria
me conhecer. Quando cheguei lá, a advogada pediu que eu enviasse o meu
histórico por e-mail, juntamente com a peça de uma questão que ela me enviaria
pra fazer, para ver a minha capacidade de escrita, argumentação e tudo mais.
Ela me encaminhou a problemática e, resumindo, envolvia um contrato de locação
e seria necessário utilizar a Lei do Inquilinato para verificar o que poderia
ser feito no caso. Fiz a petição inicial com muito capricho, li e pesquisei
bastante coisa sobre o assunto para poder fazer. Assim que terminei eu
encaminhei para ela, juntamente com os documentos que havia pedido, porém
dentro de mim já estava com a certeza de que a vaga era minha.
Sexta-feira (03/06) encaminhei os
documentos e segunda-feira (06/06) ela me informou o recebimento e disse que
iria analisá-los. Fiquei desde segunda até quarta com o celular pertinho
esperando a resposta, e ela não veio. Fui de noite na célula e o pessoal
perguntou se tinham me ligado, e eu falei que não, que já havia desencanado
(realmente, eu já fiz questão de aceitar que talvez não era pra ser). Mas o
pessoal me animou, disseram que talvez ela ainda não tinha tido tempo para
analisar a peça e que ainda teria a chance de ela retornar. Retomei a esperança
e assim que cheguei em casa falei pra Deus que, se fosse realmente uma vaga boa
pra mim, que Deus incomodasse o coração dela pra me ligar.
Aconteceu que hoje eu fiquei com
o celular por perto o tempo inteiro e a resposta não veio. Meu coração se
frustrou muito, porque eu já havia criado expectativas, e querendo ou não eu
pedia a vontade de Deus, mas dentro de mim eu queria que ela me ligasse dizendo
sim.
Fiquei sem comer, chorei,
desanimei, pensei mil coisas. Dentre elas que eu não seria ninguém na vida, que
eu não tinha capacidade para conquistar nada, e que todo esse tempo de espera
por um estágio bom no fim não resultariam em nada. Sim, uma tempestade num copo
d'água. Mas é exatamente assim quando criamos expectativas demais e não nos
ligamos naquilo que Deus tem pra fazer.
Tentei dormir pra esse dia passar
logo, mas não consegui. E só havia uma pessoa com quem eu falava e me sentia
bem, uma pessoa especial que conheci há pouco tempo. E foi só falar com essa
pessoa que eu me animei: levantei da cama, desci e fui fazer comida, já que não
tinha comido absolutamente nada durante o dia. Enquanto estava fazendo um purê
de batata com carne moída, um ''plimmmm'' fez na minha cabeça: me desafiei a estudar
para uma prova da Defensoria Pública da União, que terá no dia 3 de agosto. Já
que estou me sentindo uma inútil em casa (férias da faculdade e sem trabalhar),
eu vou utilizar esse período para estudar para essa prova.
Ao mesmo tempo senti medo, sensação
de incapacidade. Mas decidi não dar ouvidos a esses sentimentos e concluí que
uma hora ou outra eu vou ter que bater de frente com essas provas e concursos
da vida, faz parte da área que eu escolhi. Então, por que não tentar? E, mesmo
se eu não conseguir, qual o problema em tentar de novo? Problema nenhum. O
problema é pensar em desistir.
Depois de ter comido e retornado
ao quarto, fui orar e apresentei o meu novo desafio a Deus. Ele me deu a
palavra de Números 14.1-9. Naquele contexto, eu me vi sendo o povo israelita
quando avistou a terra prometida por Deus: com medo e reclamando da
oportunidade que perdi do outro estágio. Ambos possuem gigantes a serem vencidos.
Só que ambos possuem promessa de Deus, e planos de paz, prosperidade,
plenitude.
Deus separa o melhor para os seus
filhos, de acordo com o seu propósito. Não podemos ser como o povo israelita,
que deixou a desconfiança entrar e sentiu medo. Temos que agarrar com toda a
confiança a promessa de Deus, e não desistir dela, ainda que os nossos olhos
estejam vendo apenas gigantes aparentemente invencíveis.
Deus abençoe a vida de vocês!
<3
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